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Meta Andromeda: 3 mudanças nos anúncios do Facebook
Apresentado pela Meta em dezembro de 2024, o Andromeda atua na recuperação de anúncios, antes do leilão. Entenda o que ele faz, os números oficiais e as 3 mudanças práticas: criativos variados, públicos abertos e campanhas consolidadas.
12 de novembro de 2025 atualizado em 30 de setembro de 2026
A Meta (empresa dona do Facebook e do Instagram) apresentou em dezembro de 2024 uma peça nova no seu sistema de anúncios: o Meta Andromeda. O nome apareceu em muita conversa de anunciante desde então, quase sempre acompanhado de promessa exagerada ou de alarme. Neste artigo a gente explica o que ele faz de verdade, com base no que a própria Meta publicou, e quais são as 3 mudanças que isso traz para quem anuncia.
O que é o Meta Andromeda?
O Meta Andromeda é um sistema de machine learning (aprendizado de máquina) que a Meta desenvolveu para a etapa de recuperação de anúncios, chamada em inglês de retrieval. Ele foi apresentado no blog de engenharia da Meta, em 2 de dezembro de 2024, como um projeto que junta hardware, software e modelos de IA. Ele funciona dentro da entrega de anúncios e não cria campanhas sozinho.
Para entender o papel dele, vale saber como um anúncio chega até alguém. Toda vez que uma pessoa abre o Facebook ou o Instagram, existem dezenas de milhões de anúncios que poderiam, em tese, aparecer para ela. O sistema não consegue avaliar todos com calma, então trabalha em etapas:
- Recuperação: de dezenas de milhões de anúncios, separa alguns milhares de candidatos relevantes para aquela pessoa. É aqui que o Andromeda atua.
- Ranqueamento: modelos mais pesados analisam esses milhares de candidatos com mais detalhe.
- Leilão: entre os finalistas, a plataforma decide qual anúncio aparece.
Jon Loomer, consultor americano especializado em anúncios da Meta, resume bem no guia dele sobre o Andromeda (2025): o trabalho do Andromeda é montar a lista curta, e a escolha do vencedor fica para as etapas seguintes. Ou seja, ele atua antes do leilão. Se o seu anúncio fica fora dessa lista, ele nem chega a disputar a exibição para aquela pessoa.
Por que a Meta precisou disso?
Segundo a própria Meta, o motivo é o volume. Com as ferramentas de automação do Advantage+ e de criação de criativos com IA generativa, o número de anúncios elegíveis cresceu muito, e a etapa de recuperação precisava dar conta de mais candidatos sem ficar lenta.
Os números oficiais publicados pela Meta são estes: o Andromeda trouxe +6% de recall no sistema de recuperação (a capacidade de encontrar os anúncios relevantes no meio de tudo) e +8% de qualidade dos anúncios em segmentos selecionados. São números da Meta sobre o funcionamento interno do sistema. Eles não dizem quanto o seu custo por lead vai cair.
O que dá para dizer, como leitura de mercado, é que uma seleção mais precisa tende a reduzir impressões desperdiçadas e melhorar a relação entre verba e resultado. Na prática, isso depende da conta, da oferta e principalmente dos criativos, que é o ponto central das mudanças abaixo.
3 mudanças práticas que você vai sentir nas campanhas
1. O criativo passa a pesar muito mais na entrega. Como a recuperação escolhe candidatos cruzando o conteúdo do anúncio com o comportamento de cada pessoa, o próprio anúncio vira uma das principais pistas de para quem ele serve. A nossa leitura, que bate com a de Loomer, é que anúncios muito parecidos entre si acabam competindo pelo mesmo tipo de pessoa. Loomer relata que em fevereiro de 2025 a Meta deixou de recomendar o limite de seis anúncios por conjunto e que, em abril de 2025, publicou orientações sobre diversificação de criativos. O recado é variar de verdade: ângulos, formatos (imagem, vídeo, carrossel) e perfis de cliente diferentes. Trocar só a cor do botão não basta.
2. Públicos mais abertos tendem a funcionar melhor. Se o sistema tem mais capacidade para encontrar as pessoas certas a partir do anúncio, segmentações muito fechadas por idade, interesse ou região podem limitar esse trabalho. Loomer recomenda manter os conjuntos amplos e deixar o sistema fazer a combinação. Isso não dispensa estratégia: quem define para quem o anúncio fala passa a ser, em boa parte, a mensagem do criativo.
3. Estruturas mais simples ganham espaço. Várias campanhas e conjuntos dividindo a mesma verba fragmentam os dados de aprendizado. Loomer sugere simplificar a estrutura, com poucas campanhas por objetivo e mais variedade de anúncios dentro delas. Para quem tem orçamento enxuto, isso ajuda: a verba fica concentrada e o sistema aprende mais rápido.
Como adaptar sua estratégia ao Meta Andromeda
Na prática, os ajustes que recomendamos são estes:
- Produza criativos variados e com gancho claro: pela nossa leitura do mercado, anúncios com imagem genérica ou texto sem gancho tendem a ter menos espaço na entrega. Pense em mensagens diferentes para dores, desejos e momentos diferentes do seu cliente.
- Abra os públicos com critério: mantenha as restrições que fazem sentido para o negócio (como a área que você atende) e evite empilhar filtros só por hábito.
- Consolide campanhas: menos divisões, mais dados em cada uma.
- Acompanhe o resultado real: foque no custo por lead, venda ou agendamento, e olhe alcance e impressões como apoio. Para saber de onde vêm os clientes, vale ler Google ou Meta: como descobrir qual anúncio traz cliente de verdade.
Meta Andromeda e o futuro da publicidade digital
O Andromeda faz parte de um movimento que a Meta vem reforçando há alguns anos: menos controle manual de segmentação e mais automação. O papel de quem anuncia se desloca de "operador de públicos" para estrategista de oferta, mensagem e criativo.
O conhecimento técnico continua importando. Entender em que etapa cada peça do sistema atua, o que ele usa para decidir e como estruturar as campanhas para alimentar o aprendizado faz diferença no resultado. Como o próprio Loomer lembra, o Andromeda pode tornar os anúncios mais personalizados, mas quem decide se isso vira desempenho continuam sendo o criativo e a estratégia.
Para pequenas e médias empresas, essa mudança pode ser uma boa notícia. Antes, parte do jogo era montar vários públicos segmentados e dividir a verba entre eles, o que exigia orçamento maior para cada um ganhar tração. Com campanhas mais enxutas e públicos abertos, um orçamento menor rende mais aprendizado, e a vantagem passa a vir da qualidade da oferta e da variedade dos criativos.
Como a RCA se adaptou ao Meta Andromeda
A RCA acompanha as atualizações da Meta para manter as campanhas dos clientes seguras, eficientes e dentro das diretrizes. Com o Andromeda, ajustamos a forma de trabalhar nas contas que gerenciamos: produzimos criativos mais variados em ângulo e formato, abrimos públicos onde fazia sentido e consolidamos campanhas para concentrar o aprendizado.
Se você quer ajustar suas campanhas a essa nova fase, conheça nosso serviço de gestão de tráfego pago ou fale com a RCA e peça um diagnóstico.
acabou por aqui, mas o assunto não :)